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Médico explica tratamento para quadro que atingiu Mario Frias: ‘Tem dois pilares’

Em 2019, Mario Frias relatou ter sofrido com uma enxaqueca; entenda a seguir mais sobre o quadro e como funciona o seu tratamento
Deputado federal e ex-ator, Mario Frias (53) já revelou ter enfrentado uma crise de enxaqueca. Em 2019, ele sentiu fortes dores de cabeça e náuseas após gravar o programa A Melhor Viagem, que apresentava na RedeTV! à época, e decidiu ir até o pronto socorro. A condição, que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, possui tratamento; entenda a seguir.
Em entrevista à CARAS Brasil, o neurologista Saulo Nader explica que o tratamento para o quadro que atingiu Mario Frias “tem dois pilares“. “O agudo, na hora da dor, com analgésicos, anti-inflamatórios ou triptanos. Mas, cuidado com o uso excessivo, que pode gerar mais dor“, alerta.
“E o preventivo, para evitar crises, com remédios diários, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, injeções de toxina botulínica ou anticorpos monoclonais, que são caros, mas eficazes“, completa o médico, que ainda deixa uma dica para pacientes que enfrentam enxaquecas. “Mantenha um diário de dor de cabeça. Isso ajuda a entender seus gatilhos e a guiar o tratamento.”
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Nader ainda acrescenta que, apesar de não deixar sequelas no cérebro, caso não seja tratada a enxaqueca pode afetar o dia a dia e bem-estar dos pacientes. “Pode se tornar crônica, com mais de 15 dias por mês com dor, prejudicar a qualidade de vida, sono, trabalho, relacionamentos, e aumentar o risco de ansiedade e depressão.”
Além disso, ele também alerta que, para mulheres, ainda há um risco maior. “E sim, há um risco discretamente aumentado de AVC em mulheres jovens com enxaqueca com aura, especialmente se fumam e usam anticoncepcional.”
O impacto da enxaqueca no Brasil
A enxaqueca é uma condição considerada comum no Brasil. De acordo com dados de uma pesquisa do Instituto WifOR, da Alemanha, que avaliou a carga socioeconômica de doenças crônicas de alta prevalência na América Latina, estima-se que 31,4 milhões de pessoas sofrem de enxaqueca no país, sendo 63% mulheres. Destes, apenas 40% possuem diagnóstico e fazem tratamento.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece opções de tratamento para a enxaqueca, desde intervenções medicamentosas até práticas integrativas complementares. O Ministério da Saúde reforça a importância de buscar ajuda médica para um diagnóstico preciso e tratamento adequado da condição.