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Alimento mais consumido pelos brasileiros despenca de preço nos mercados

O preço do café no Brasil apresentou uma queda inesperada em julho, desafiando uma tendência de altas consecutivas que vinha se estendendo há 18 meses. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, após um período prolongado de aumentos, o preço do café moído caiu 1,01%.
Essa queda representa um alívio no orçamento dos brasileiros, que têm o café como elemento central da dieta, considerando que 78,1% das pessoas consomem café diariamente, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, sendo o alimento mais consumido do Brasil.
Enquanto cidades como Fortaleza e São Paulo registraram quedas no preço do café em torno de 2,25% e 1,45%, respectivamente, Belo Horizonte surpreendeu ao apresentar um declínio de até 8,17% nos preços.
Esses números refletem o efeito da super safra aliada a políticas tarifárias externas, como as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, que influenciam as dinâmicas de mercado.
A colheita, iniciada em maio e junho, resultou em um aumento na oferta de café no mercado interno, contribuindo para a redução dos preços. A supersafra coincidiu com tarifas significativas impostas pelos EUA, que, apesar de ainda não terem um efeito direto imediato, afetam as expectativas do mercado.
A implicação dessas variáveis se mostrou evidente nos mercados regionais, com oscilações significativas nos custos.
Apesar da queda nos preços, o setor cafeeiro no Brasil enfrenta obstáculos consideráveis. O aumento contínuo dos custos dos insumos e da mão de obra, somado à pressão inflacionária, mantém os produtores em alerta.
Mesmo com a contribuição significativa do café conilon do Espírito Santo na moderação dos preços, os desafios de produção permanecem críticos.