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Especialista dá orientações após diagnóstico de Renata Banhara: ‘Reposição hormonal é mandatória’

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Em entrevista à CARAS Brasil, especialista explica a importância de mudanças e tratamentos para controlar a doença que afetou Renata Banhara

Após anos morando fora do Brasil, Renata Banhara está de volta ao país e surpreendeu ao compartilhar que foi diagnosticada com lipedema, doença inflamatória crônica que afeta a gordura subcutânea. Além do diagnóstico, a apresentadora relatou que ganhou 15 quilos e enfrenta o climatério, fase de transição para a menopausa.

Para recuperar a saúde, ela iniciou um tratamento intenso com foco em reduzir inflamações, emagrecer e retomar energia, libido e autoestima. Para explicar os principais cuidados nessa fase, a CARAS Brasilconversou com a cirurgiã plásticaHeloise Manfrim, especialista em lipedema.

Reposição hormonal é fundamental no tratamento do lipedema?

De acordo com a médica, o climatério é um período em que a reposição hormonal precisa ser vista como prioridade.

“É aí que entra a reposição hormonal. Nesse período, ela é mandatória, porque é uma mulher que viveu a vida com os hormônios e, de repente, entra em desequilíbrio. Muitos médicos que desconhecem o lipedema têm medo de indicar a reposição hormonal, achando que pode piorar a doença“, explica a especialista.

Segundo ela, os riscos de não tratar o desequilíbrio são ainda maiores: “O que poucos sabem é que o desequilíbrio hormonal é muito mais prejudicial do que a reposição em si. Se não tratarmos, a mulher terá dois problemas: os sintomas da menopausa e os sintomas do lipedema. Ou seja, ela vai piorar em todos os sentidos”, completa.

Cuidados multidisciplinares e mudanças no estilo de vida

A especialista alerta que a reposição deve ser feita com acompanhamento médico: “É necessário repor o que está faltando, mas com cuidado. Exageros podem, sim, piorar o lipedema. Por isso, a reposição deve ser feita com acompanhamento de ginecologistas, endocrinologistas e nutrólogos experientes. Sem ela, pode haver piora; com ela feita de forma errada, também”, reforça.

Além disso, a atenção deve ser redobrada em mulheres com histórico familiar: “Mulheres com lipedema ou histórico familiar precisam de ainda mais atenção ao buscar auxílio clínico para reposição. Em relação à mudança de estilo de vida, isso vale para todo mundo. Eu costumo brincar com as pacientes: não é porque ela não tem lipedema que não precisa se cuidar. O lipedema é um marcador inflamatório visível, que sinaliza quando algo não vai bem. Então, a paciente com lipedema tem um alerta constante de que precisa fazer o básico: cuidar da saúde, se alimentar bem e praticar atividade física”, pontua.

Qualidade de vida e prevenção da progressão da doença

Para muitas mulheres, o medo em relação ao futuro é um dos maiores desafios após o diagnóstico: “Muitas mulheres têm medo do futuro com a doença. Apesar de ser benigna, ela progride, deforma esteticamente os membros e afeta articulações. Isso compromete a autoestima e pode prejudicar a mobilidade. Mulheres jovens, por volta dos 60 anos, muitas vezes já não conseguem agachar para brincar com os netos por causa das restrições articulares“, diz a cirurgiã.

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O acompanhamento médico é essencial para frear a evolução do lipedema: “Esse impacto emocional é um dos pontos mais importantes do lipedema. Quando mostramos às pacientes a progressão da doença, elas se assustam, mas o objetivo é deixar claro que ninguém nasce em estágio avançado. A evolução acontece com o tempo. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais”, explica.

Apesar dos desafios, existem formas eficazes de controlar a doença: “Hoje temos tratamentos clínicos eficazes que evitam a progressão. A dificuldade está no fato de que pelo menos 50% do resultado depende da disciplina da paciente: cuidar do estilo de vida, evitar ganho de peso, melhorar a alimentação, praticar atividade física e cuidar da saúde de forma geral“, afirma.

Por fim, a médica reforça que lipedema e qualidade de vida caminham juntos: “Controlar o lipedema e envelhecer com qualidade de vida andam juntos. É exatamente a mesma coisa. O lipedema, na verdade, é uma oportunidade para as pacientes cuidarem da saúde e viverem uma vida longa com qualidade. Se queremos evitar a progressão da doença, precisamos fazer o básico bem feito“, finaliza.

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