Moda
Azul testa serviço de bordo pago em voos nacionais

A Azul Linhas Aéreas está experimentando um novo modelo de serviço de bordo em voos domésticos: o “buy on board”, em que o passageiro escolhe e paga pelos itens consumidos durante o voo.
A novidade começou a ser testada este mês na rota entre Campinas (Viracopos) e Recife, uma das mais movimentadas da companhia. A notícia foi antecipada pelo site Melhores Destinos.
O cardápio inclui sanduíches, saladas e bebidas alcoólicas e não alcoólicas, com preços que variam de R$ 10 a R$ 40. A proposta é oferecer mais opções aos passageiros, mantendo os tradicionais snacks gratuitos. Segundo a Azul, o objetivo é proporcionar uma experiência diferenciada para quem quiser algo além do básico.
A fase de testes vai até o dia 31 de julho, e ainda não há confirmação oficial sobre a implementação definitiva do serviço. A companhia afirma que qualquer mudança será amplamente comunicada no momento oportuno.
Cardápio variado e preços “acessíveis”
O menu divulgado inclui opções como o sanduíche de creme de ricota com azeitona e tomate seco, o misto frio de presunto com muçarela e o sanduíche de pernil no pão australiano, todos por R$ 30. Há também saladas como a de quinoa com vegetais grelhados e a de macarrão farfalle com frango ao pesto, pelo mesmo valor.
Nas bebidas, o passageiro pode escolher entre refrigerantes, sucos, água de coco e até vinhos e destilados. Um combo com lanche e bebida custa a partir de R$ 35, e o espumante Terranova Brut chega a R$ 40.
Apesar da novidade, a Azul garante que os snacks gratuitos continuam disponíveis. Itens como água, sucos e refrigerantes seguem sendo oferecidos sem custo adicional, como parte do serviço padrão da companhia. A empresa reforça que o novo modelo é opcional e voltado para quem busca mais variedade durante o voo.
Tendência global e contexto financeiro
O modelo “buy on board” já é adotado por diversas companhias aéreas ao redor do mundo. Empresas como Gol e Latam já testaram formatos semelhantes no Brasil, com diferentes níveis de sucesso. A Azul agora entra nesse cenário com uma proposta mais elaborada e cardápio diversificado.
Além disso, a iniciativa surge em meio ao processo de reestruturação financeira da companhia, que busca equilibrar custos e explorar novas fontes de receita. A venda de alimentos e bebidas a bordo pode ser uma alternativa viável para aumentar a rentabilidade sem comprometer a experiência do cliente.
A reação dos passageiros será decisiva para o futuro do serviço. Se houver boa aceitação, é possível que o modelo seja expandido para outras rotas e horários. A Azul ainda não divulgou dados sobre a adesão nos primeiros dias de teste, mas a expectativa é alta.