Celebridade
‘Há pacientes que realmente surpreendem’

Em remissão do câncer, a cantora Simony deu detalhes de um tratamento que está realizando e declarou: ‘Sou o que a medicina chama de exceção’
A cantora e apresentadora Simony, de 49 anos, tornou público o diagnóstico de câncer de intestino em agosto de 2022 e anunciou que a doença estava em remissão em janeiro de 2023. Mesmo em remissão, ela revelou que realiza a imunoterapia , a artista confessou uma conversa que teve com seu médico e disse: “Eu sou o que a medicina chama de exceção… e o que a fé chama de milagre”, disse nas redes sociais.
O que é este tratamento?
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil, entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Ele explica o que é a imunoterapia
“É uma abordagem moderna no combate ao câncer. Ao contrário da quimioterapia tradicional, que age diretamente sobre as células tumorais, a imunoterapia estimula o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e atacar essas células”, declara.
Imunoterapia e câncer em remissão: qual a relação?
A cantora Simomy está com o câncer em remissão, ou seja, sem sinais detectáveis de câncer nos exames, mas a manutenção do tratamento pode ser indicada como forma de terapia de consolidação ou manutenção.
“Especialmente em tumores localmente avançados ou com características de alto risco de recorrência. A imunoterapia, nesses casos, busca reduzir as chances de a doença voltar, especialmente em pacientes que tiveram boa resposta prévia”, diz.
‘O que a fé chama de milagre’
Simony revelou, nas redes sociais, que teve uma conversa com seu médico e questionou até quando vai seguir realizando a imunoterapia e teve a resposta: “O seu caso não tem na literatura… também me faço essa pergunta”. O Dr. Jorge avalia esta diálogo e o desabafo da cantora.
“Há pacientes que realmente surpreendem, tanto pela resposta excepcional ao tratamento, quanto pela resiliência emocional e física. Ela se refere como ‘exceção’ porque, de fato, nem todos os pacientes com câncer de intestino avançado conseguem atingir uma resposta tão positiva. Mas é importante destacar que isso não é apenas obra do acaso: é resultado de uma combinação de medicina de ponta, diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e, claro, de muita força pessoal”, finaliza o oncologista ao avaliar o caso da cantora Simony.
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