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Por que o bilionário Walter Salles defende taxação de grandes fortunas

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Walter Salles, cineasta que dirigiu Ainda Estou Aqui (2024), premiado como Melhor Filme Internacional no Oscar em 2025, é também o 12º homem mais rico do Brasil. A informação é do ranking de bilionários divulgado pela revista Forbes em abril.

Herdeiro do Itaú-Unibanco e da mineradora CBMM, Sales tem fortuna estimada em US$ 4,7 bilhões. O valor chega a aproxiadamente R$ 25,6 milhões, na cotação atual.

Apesar disso, o cineasta defende a taxação de grandes fortunas no Brasil. O projeto vem sendo discutido pelo Ministério da Fazenda e pelo Governo Federal.

Durante o prêmio Faz Diferença 2024, em que foi escolhido como personalidade do ano ao lado da atriz Fernanda Torres, Walter Salles se mostrou a favor do que chamou de “justiça tributária”. Ele explicou (via Folha de S. Paulo):

“Temos a chance de construir um país mais justo e igualitário, corrigindo as distorções de um sistema que, como a gente sabe, cobra mais de quem tem menos.”

Walter Salles - Foto: Jason Armond / Los Angeles Times via Getty Images
Walter Salles – Foto: Jason Armond / Los Angeles Times via Getty Images

O cineasta acrescentou:

“Quero deixar todo o meu apoio à tributação progressiva, à taxação das grandes fortunas e à democracia com justiça tributária.”

Sobre Walter Salles

Walter Salles é filho de Walther Moreira Salles, fundador da Casa Bancária Moreira Salles, que posteriormente se tornou o Itaú-Unibanco, um dos principais conglomerados financeiros do Brasil.

Além de Ainda Estou Aqui, o cineasta também dirigiu outros filmes aclamados do cinema brasileiro, como Central do Brasil (1998), Abril Despedaçado (2001) e Diários de Motocicleta (2004). Em outra obra premiada, Cidade de Deus (2002), do diretor Fernando Meirelles, ele trabalhou como produtor.

Sobre a taxação dos super-ricos

Como explicado pela Agência Brasil, o texto do governo federal sobre a taxação de super ricos:

  • isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês;
  • reduz a alíquota de quem recebe de R$ 5 mil até R$ 7 mil por mês;
  • e estabelece uma alíquota mínima, que pode chegar a até 10%, para quem recebe R$ 1,2 milhão por mês.

Atualmente, a pauta está em discussão no Congresso Nacional. O projeto que amplia a faixa de isenção do IR para R$ 5 mil avançou na Câmara dos Deputados.

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