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8 frases tóxicas na educação infantil que destroem a autoestima dos pequenos

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A forma como um adulto fala com uma criança influencia diretamente a construção da autoestima, da segurança emocional e da maneira como ela irá se relacionar no futuro. O uso recorrente de frases tóxicas na educação infantil, muitas vezes presentes em comentários automáticos do dia a dia, pode funcionar como um verdadeiro ‘veneno emocional’ ao desvalorizar ou ridicularizar os pequenos, corroendo pouco a pouco sua confiança e seu senso de valor.

Desde cedo, a criança forma sua autoimagem a partir do que escuta sobre si, processo chamado de internalização
Desde cedo, a criança forma sua autoimagem a partir do que escuta sobre si, processo chamado de internalizaçãoImagem gerada por inteligência artificial

Como as palavras constroem a autoimagem e a voz interna da criança?

Desde cedo, a criança forma sua autoimagem a partir do que escuta sobre si, processo chamado de internalização. Comentários como “você é difícil” ou “você nunca dá trabalho” vão sendo incorporados como verdades sobre quem ela “é”, e não apenas sobre o que fez.

Quando a voz interna é alimentada por frases tóxicas, a criança tende a desenvolver um diálogo interno crítico, duro e sem compaixão. Em vez de pensar “eu errei e posso tentar de outro jeito”, passa a acreditar “eu sou um erro”, o que aumenta medo de tentar, vergonha de se expor e insegurança social.

O que são frases tóxicas na educação infantil e por que preocupam?

“Frases tóxicas na educação infantil” são comentários repetidos que diminuem, desvalorizam ou desrespeitam a criança, usando rótulos, comparações, ameaças e desqualificações. Não se trata de um erro pontual, mas de um padrão de fala que ataca quem a criança é, e não apenas o que faz.

Alguns exemplos comuns de frases tóxicas que prejudicam a autoestima da criança são listados a seguir, mostrando como esses enunciados podem se transformar em uma “trilha sonora interna” rígida e condenatória.

  • “Você é burro / lenta / preguiçosa.”
  • “Você não presta pra nada.”
  • “Cala a boca, criança não sabe de nada.”
  • “Se você não se comportar, ninguém vai gostar de você.”
  • “Olha o seu primo, ele sim é inteligente; você não faz nada direito.”
  • “Você me dá vergonha.”
  • “Você é um problema.”
  • “Não enche, você só sabe incomodar.”

Quais exemplos mostram formas mais saudáveis de falar com crianças?

Pequenas mudanças de palavras podem transformar completamente a mensagem recebida pela criança, preservando respeito e autoestima. O foco passa da acusação global para a orientação sobre o comportamento, reconhecendo emoções e oferecendo caminhos de reparo.

Substituições como “você é muito bagunceiro” por “aqui está muito bagunçado, vamos organizar juntos?” ou “para de chorar” por “eu vejo que você está chateado, vamos respirar e depois conversar?” ensinam que é possível errar, reparar, aprender e melhorar sem ter a identidade atacada.

Desde cedo, a criança forma sua autoimagem a partir do que escuta sobre si, processo chamado de internalização
Desde cedo, a criança forma sua autoimagem a partir do que escuta sobre si, processo chamado de internalizaçãoImagem gerada por inteligência artificial

Como substituir frases tóxicas por uma comunicação respeitosa?

Comunicação respeitosa não significa ausência de limites, e sim escolher palavras que orientem sem humilhar. Focar no comportamento, descrever o que aconteceu, validar emoções e oferecer alternativas cria um ambiente em que a criança se sente segura para errar, aprender e se expressar.

Ao trocar “você é impossível” por “esse comportamento está difícil de lidar, vamos pensar em outra forma de fazer?” ou “para de frescura” por “eu não entendo bem o que você sente, mas quero ouvir você”, os adultos ajudam a construir uma voz interna mais gentil, confiante e capaz de enfrentar desafios ao longo da vida.



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