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Celebridade

‘Demorei para acreditar em mim’

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De DJ a empreendedor, Jesus Luz compartilha em, entrevista à Revista CARAS, suas batalhas de transformação; confira a seguir

É fato: por onde passa, Jesus Luz (38) chama a atenção. Seu talento diante da música e seus traços e atributos físicos já são conhecidos internacionalmente, mas ainda pode ser surpresa para muitos que o DJ, modelo e empresário tenha travado grandes batalhas com sua autoestima ao longo da vida.

Demorei para acreditar mais em mim e não me preocupar com a opinião do outro. Vou me libertando disso, diariamente“, conta ele, direto da Ilha de CARAS 3.0 by GAV Resorts, em Angra dos Reis. Essa libertação não vem somente pela aparência, mas em todos os aspectos da vida.

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No início deste ano, Jesus se converteu ao candomblé e percebeu como a religião se encaixou perfeitamente com a sua atual fase de vida, mais livre e sem amarras, mesmo diante de críticas. “Eu tenho buscado muito ser eu mesmo, não importa o que o outro esteja pensando. E não é fácil. Isso também é um buraco sem fim“, afirma ele.


Como o candomblé transformou sua vida? Qual a importância da espiritualidade?
Eu sempre busquei me encontrar dentro da espiritualidade. Nesse momento, que eu estou mais maduro e mais focado, o candomblé veio para cimentar isso, para trazer um norte muito forte. Foi uma coisa que encaixou na outra, elas se complementaram. Eu acho que, como tudo no universo, as coisas vão se atraindo às pessoas, às situações, aos momentos. E com a espiritualidade nunca foi diferente. Sempre foi algo que trouxe um complemento para a minha vida. Dentro de outras religiões também, mas tenho que dizer que o candomblé, com certeza, foi a religião na qual eu mergulhei de cabeça.

Sua filha, Malena, frequenta o candomblé com você e a igreja evangélica com a mãe. Como é esse contato dela com a fé?
Sempre falo para ela que, se alguém impuser que ela acredite em alguma coisa, tem que desconfiar. Ela tem só 8 anos, mas eu tento lidar como se ela já entendesse tudo. Não subestimar a capacidade de inteligência da criança. Tento ir por esse caminho. Quanto mais experiências, mais pontos de vista, mais formas de ela observar o mundo e mais ela vai se enriquecer. Eu acredito muito nisso. Eu ouvi alguns comentários quando compartilhei isso, falaram que eu podia confundi-la, mas não existe educação perfeita. Essa questão de impor a verdade não existe dentro da minha família e com a minha filha, principalmente. Eu acho que ela vai desenvolver dentro dela a aptidão, seja para o esporte que ela quiser, religiões, profissões. Eu apresento tudo. Eu acho que ela vai desenvolver, dentro do que a alma dela se identificar, o melhor caminho. É um cardápio que a vida está oferecendo e que muitas pessoas não têm oportunidade. Eu mesmo não tive. Então, acho que isso, na verdade, só agrega ao espírito dela.

Você sofreu preconceito quando se converteu?
Vivi isso pelo Instagram, pude ver em números. Perdi muitos seguidores. Milhares de pessoas pararam de me seguir quando eu mostrei o caminho que eu estava seguindo espiritualmente. Mas eu também ganhei seguidores. Então foi um choque para mim. Não esperava isso. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo. Eu vi que as pessoas têm uma mente muito aberta e até pessoas de outras religiões me apoiaram, comentando, sem intolerância. O importante é a gente estar buscando e Deus é um só, Deus é amor. Foi uma mistura de emoções que senti quando mostrei esse lado.

Como se dá sua relação com a autoestima?
É uma montanha-russa para mim. Desde pequeno, eu era o carinha que sofria bullying na escola. Não só pelo meu nome, mas eu era o mais magrinho, o mais baixinho. Então, eu passei por esse lugar de baixa autoestima e insegurança durante muitos anos da minha vida, até a fase adulta. Tinha uma timidez muito forte e demorei para acreditar mais em mim e não me preocupar com a opinião do outro. Vou me libertando disso, diariamente. Se vejo que eu estou muito preso em alguma coisa ou algo está me limitando, aliás, qualquer coisa que me limite hoje em dia, eu bato de frente para ter libertação mental. Para eu ser eu mesmo. Eu tenho buscado muito ser eu mesmo, não importa o que o outro esteja pensando. E não é fácil. Isso também é um buraco sem fim. Até porque a gente está mudando o tempo todo, né? Tenho praticado bastante e tenho me sentido muito melhor em estar na minha pele. Eu tinha muita dificuldade em me sentir bem sendo eu mesmo. Hoje, fico muito mais à vontade.

E quais são seus planos para o restante do ano?
O que está vindo por aí agora é o Jesus empreendedor. Eu tenho investido muito em não só estar nos
eventos, mas em ser sócio dos eventos. Enfim, tenho conhecido pessoas que estão me dando um norte
nesse sentido, me guiando, me ensinando. E não vou deixar nunca o Jesus artista de lado, nem deixar de fazer meus shows. Acho que a gente tem que fazer nossas paixões serem reais. Mas, dentro de mim, está nascendo cada vez mais esse lado empreendedor. Descobri que eu tenho um talento para fazer isso. Realmente tenho paixão em empreender, em conectar as pessoas, em criar e, este ano, com certeza, vai ser um divisor de águas para mim. 

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