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Cuidado mortal! Uma picada desse animal australiano pode ser fatal em minutos

Uma recente pesquisa australiana, divulgada em agosto pela Universidade de Queensland, descobriu que o veneno da cobra marrom oriental, encontrada na Austrália, desafia a eficácia dos antídotos convencionais.
O estudo sugere que a eficácia dos antídotos varia significativamente conforme a espécie e localização geográfica da cobra, devido às diferenças na composição dos venenos, que formam coágulos sanguíneos sólidos ou frágeis.
Com veneno que pode induzir a morte em menos de meia hora, a cobra marrom oriental (Pseudonaja textilis) é considerada a mais perigosa da Austrália devido à sua grande população e agressividade, causando a maioria das mortes por picada no país.
Os achados da pesquisa têm implicações serias para a saúde pública australiana, onde as cobras marrons são tratadas de maneira uniforme, sem consideração pelas variáveis regionais do veneno. Essa prática apresenta riscos, pois a escolha inadequada de antídotos pode ser ineficaz e colocar vidas em perigo.
As diferenças na composição do veneno entre as populações do norte e do sul do país precisam ser urgentemente consideradas nos tratamentos.
Para investigar as variações dos venenos, os pesquisadores utilizaram a técnica de tromboelastografia, que avalia a resistência e qualidade dos coágulos formados. Observou-se que as cobras marrons do sul possuíam veneno semelhante ao da taipan, muito venenosa na Austrália, enquanto as do norte tinham veneno que agia rapidamente, apesar de formar coágulos frágeis.
Essas descobertas evidenciam a necessidade de desenvolver antídotos específicos para cada variação do veneno.
A pesquisa ressalta a urgência na revisão dos antídotos utilizados atualmente, apontando para a necessidade de tratar venenos de diferentes espécies com tratamentos personalizados.