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Adriane Galisteu relata experiência com reposição hormonal e médica explica: ‘Fundamental personalizar’

No início de julho, Adriane Galisteu usou suas redes para falar sobre a menopausa e a terapia de reposição hormonal; entenda mais
Em meados de julho, a apresentadora Adriane Galisteu (52) usou seu perfil do Instagram para falar com os seguidores sobre como tem lidado com a menopausa e o tratamento de reposição hormonal. De acordo com ela, o processo trouxe mais estabilidade para o seu dia a dia, no entanto, requer um acompanhamento constante.
Em entrevista à CARAS Brasil, a cardiologista Lívia Sant’Ana explica que a fala de Adriane Galisteu é importante, uma vez que a reposição não é indicada para todas as mulheres. O histórico familiar, presença de doenças como hipertensão, trombose ou câncer hormônio-dependente são fatores que devem ser cuidadosamente avaliados antes de dar início ao tratamento.
“É fundamental personalizar. Em medicina integrativa, nós olhamos a mulher como um todo. Avaliamos desde o funcionamento intestinal até o nível de estresse, qualidade do sono e hábitos alimentares. A reposição hormonal faz parte de um conjunto de medidas que pode incluir nutrição funcional, suplementação, controle de peso, prática de exercícios e equilíbrio emocional.”
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A especialista, que também atua nas áreas de nutrologia e medicina integrativa, explica que o exemplo de Galisteu pode ajudar e encorajar outras mulheres a buscarem informação e apoio profissional ao sentirem os primeiros sintomas da menopausa, encontrando assim o melhor tratamento e apoio para cada uma.
“Esse tipo de relato tem um valor enorme. Ele mostra que mesmo uma mulher forte, ativa e bem informada como Adriane pode se sentir perdida nesse processo. Mas com o acompanhamento adequado, é possível recuperar o bem-estar, a autoestima e a saúde. E mais do que isso: viver essa nova fase com energia e propósito.”
O impacto da menopausa no Brasil
De acordo com uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicada em novembro de 2024, estima-se que cerca de 30 milhões de mulheres estejam na fase do climatério e menopausa, o que corresponde a cerca de 7,9% da população feminina do país.
A idade média em que a mulher brasileira entra na menopausa gira em torno dos 48 anos, uma vez que o início da transição e irregularidade menstrual começam, geralmente, aos 46. No Brasil, o Ministério da Saúde aborda o período como parte da saúde da mulher, oferecendo informações e diretrizes para o acompanhamento e tratamento.