Moda
Um especialista em emergências explica por que aplicar perfume no pescoço pode ser um risco silencioso

Existem por aí muitas dicas de como passar perfume de forma que o aroma fixe bem na pele. Nuca, dobras dos cotovelos, barriga e até tornozelos, mas o local mais comum e o primeiro que borrifamos o perfume, muitas vezes por instinto, é com certeza o pescoço.
Contudo, apesar de ser considerado um local “principal” para se passar o perfume especialistas alertam que a região do pescoço é uma região sensível e de pele fina sendo particularmente vulnerável aos químicos presentes nas fragrâncias, exigindo atenção redobrada.
Por que evitar passar perfume no pescoço?
Aplicar perfume diretamente no pescoço pode gerar irritações, vermelhidão, ressecamento e até descamação. Em casos mais graves, quem tem pele sensível pode desenvolver dermatites.
Além disso, a exposição solar logo após a aplicação aumenta o risco de manchas escuras e acelera o envelhecimento da pele, tornando a prática mais perigosa do que muitos imaginam. Substâncias como álcool e fragrâncias artificiais, comuns nos perfumes, conseguem penetrar facilmente na barreira protetora natural da pele, provocando esses efeitos indesejados.
Mas isso não quer dizer que está proibido se perfumar com sua fragrância preferida. Existem alternativas seguras que permitem aproveitar os aromas sem prejudicar a saúde da pele. Aplicar perfume em pontos menos delicados, como pulsos ou atrás das orelhas, garante boa difusão da fragrância sem agressão cutânea.
Outra estratégia é borrifar o perfume nas roupas ou em um pente antes de passar no cabelo, espalhando o aroma sem contato direto com a pele. Para novas fragrâncias, testes em pequenas áreas são recomendados para evitar possíveis reações alérgicas.
Seguindo essas dicas, é possível continuar usando perfumes como uma assinatura pessoal de estilo, mas de forma consciente, protegendo a pele e mantendo a experiência agradável. Afinal, o charme do perfume não deve vir acompanhado de prejuízos à saúde.