Celebridade
Maria Carol Rebello volta às novelas e encontra novos horizontes por meio da arte

No ar em Êta Mundo Melhor, Maria Carol Rebello ressignifica o luto e fala sobre sua história com orgulho em entrevista à Revista CARAS
Aos 42 anos, Maria Carol Rebello vive um dos momentos mais intensos de sua trajetória pessoal e artística. Após quase seis anos longe da televisão, a atriz retorna às novelas em Êta Mundo Melhor! —continuação do sucesso de Walcyr Carrasco (73) exibido em 2016— para revisitar Olga, personagem que marcou sua carreira.
O convite para o trabalho chegou em um dia de diferentes emoções: o mesmo em que Carol perdeu o irmão, João Rebello (1979-2024). “Eu sou espírita e acredito muito em conexões maiores. Receber esse papel justamente nesse momento foi um presente, um sinal de que eu precisava de fôlego para seguir em frente“, revela.
Na nova fase da trama, ambientada nos anos 1940, Olga reaparece mais madura, após realizar o sonho de construir uma família. “No primeiro dia, me senti como uma criança indo à escola sozinha pela primeira vez. Essa novela é um recomeço em todos os sentidos“, conta a atriz, que revisitou cenas antigas para reencontrar o tom da personagem.
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“É a primeira vez que a TV brasileira traz uma novela que dá continuidade à outra. É muito especial poder retornar nesse universo“, afirma. Nos últimos anos, Carol enfrentou perdas marcantes: o tio-ator e diretor Jorge Fernando (1955-2019), a sua avó, Hilda Rebello (1924-2019) e, mais recentemente, o irmão.
“Não tenho problema em falar sobre, mas me faltam palavras para definir isso. Eu não gosto de usar a palavra força para definir o que sinto. O que eu busco todos os dias é fôlego. Respiro fundo e sigo“, diz. A arte, nesse processo, tem sido uma aliada. “O trabalho me distrai, me fortalece. A dor nunca some, mas aprendemos a conviver com ela. E quando algo bom acontece é preciso celebrar. São esses os momentos que nos ajudam a enfrentar os ruins“, entrega a artista.
Além da TV, atualmente, Carol também se dedica à direção teatral. Criadora do musical infantil Menino do Olho Azul, peça em homenagem a Jorge Fernando, ela deve trazer uma nova montagem em breve e ainda planeja a adaptação de Presos Que Menstruam, um projeto de forte impacto social.
“Sou inquieta. Gosto de transitar entre diferentes linguagens e temas, do universo infantil às questões
sociais profundas. A arte tem esse poder de transformar e educar“, reflete. Mãe dedicada de Manoela (20), Carol se emociona ao falar sobre conciliar maternidade e carreira. “Tive minha filha cedo porque queria que ela convivesse com a minha avó. Foi uma escolha consciente. Hoje ela segue caminhos próprios, mas herdou a veia artística da família“, conta ela, orgulhosa.