Celebridade
Após ser faxineira e babá, Simone Gutierrez tenta se reinventar nos EUA

Com novo musical, ex-atriz da Globo, Simone Gutierrez, vive em Orlando e fala sobre desafios de um recomeço longe do Brasil
Simone Gutierrez, 49, conhecida por trabalhos marcantes em novelas e musicais no Brasil, recomeçou a vida nos Estados Unidos após a pandemia. A atriz, que integrou o elenco de produções como Cheias de Charme (2012) e Joia Rara (2013), contou que a decisão foi motivada pela falta de oportunidades na carreira.
“Enviei mensagens para produtores, diretores e autores, mas nunca tive retorno. Quando surgiu a chance de morar fora, aproveitei. Sempre quis estudar e me aprimorar por aqui”, revelou.
Morando em Orlando, Simone atua na coordenação de eventos, apresentações artísticas e também na equipe de recepção da Mila School, uma escola de inglês. Ela afirma não ter receio de listar os trabalhos que fez desde a mudança. “Fui babá, faxineira e garçonete, e essas experiências me fizeram crescer muito como pessoa. Entendi que a vida é um ciclo, e que recomeçar faz parte da jornada”, disse.
Mudanças, julgamentos e aprendizados
Simone relembra um episódio delicado no início da adaptação, quando criou uma vaquinha virtual para se manter. “Fiz e não achei nada demais pedir ajuda. O que me chateou foram as notas e reportagens dizendo que eu estaria passando fome. Disseram até que eu virei ‘empreguete’”, contou, mencionando o termo associado ao seu papel na novela Cheias de Charme. “Parecia que trabalhos como babá, garçonete ou faxineira não eram dignos. Para mim, foram experiências de muito aprendizado e orgulho.”
Agora, em busca de se reinventar, a atriz também ensaia o espetáculo Iaiá, Me Ajuda!, com Paulo Goulart Filho, projeto que mistura música, teatro e tecnologia e que pode ser contratado por empresas para ser apresentado tanto em Orlando quanto no Brasil.
Com visto permanente, Simone não planeja voltar ao país natal pois sente falta de reconhecimento. “Corro atrás dos meus objetivos, mas às vezes sinto falta de valorização no Brasil pelo profissionalismo e pela carreira que construí”. Ela ainda diz que a cultura dos influenciadores atrapalharam seu retorno: “Hoje, infelizmente, se você não é influenciador ou não faz parte da ‘panela’, as portas acabam não se abrindo.“, concluiu.
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