Celebridade
Maria Luiza Bahia leva a ginecologia regenerativa para o dia a dia feminino

Médica explica como os tratamentos devolvem conforto e autoconfiança em fases como o climatério e a menopausa, sempre com prevenção e escuta ativa
A saúde da mulher atravessa ciclos de transformações que vão muito além da biologia. Cada fase traz novos desafios, sintomas e descobertas. Entre tantos caminhos possíveis dentro da medicina, a ginecologista Maria Luiza Bahia escolheu se dedicar a uma área que une ciência e sensibilidade: a ginecologia regenerativa, com especial atenção à fase da menopausa.
“As mulheres cada vez mais procuram por isso. Elas descobrem sintomas e alterações que antes escondiam por vergonha. Quando começam o tratamento, se libertam e voltam a autoconhecer-se”, explica.
Nascida no Rio de Janeiro, Maria Luiza sempre soube que seguiria a medicina. Formou-se pela Estácio, onde hoje leciona, e durante a residência médica mergulhou nas duas frentes que a fascinavam: a clínica e a cirúrgica. “Eu queria ter as duas coisas, o raciocínio clínico e a atuação em centro cirúrgico. E encontrei isso na ginecologia”, relembra.
Nos primeiros anos da carreira, seu foco estava na cirurgia ginecológica. A pandemia, no entanto, trouxe pausas e mudanças de direção. Foi nesse período que ela se aproximou da ginecologia regenerativa, área que já havia despertado seu interesse em cursos e especializações. Hoje, além de professora e mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense, dedica-se à pós-graduação em ginecologia regenerativa e atua em clínica privada, com foco em climatério, menopausa, terapias hormonais, medicina integrativa e ginecologia regenerativa.
Menopausa e climatério sob uma nova perspectiva
Para Maria Luiza, a menopausa ainda é cercada de mitos, apesar dos avanços científicos. “Na época da minha mãe, não se falava em reposição hormonal. As mulheres passavam décadas acreditando que estavam apenas depressivas ou histéricas. Hoje sabemos que muitas dessas queixas tinham origem hormonal”, comenta.
Segundo a médica, os sinais podem começar ainda aos 40 anos, na chamada fase do climatério. Alterações de humor, queda da libido, insônia e cansaço frequente são alguns dos sintomas que, muitas vezes, as próprias pacientes não conseguem relacionar às mudanças hormonais. “Elas chegam pedindo socorro, mas sem saber exatamente o que têm. Na anamnese – entrevista clínica -, na escuta atenta, é possível perceber que não se trata apenas de depressão ou crise conjugal. É o corpo pedindo equilíbrio”, reforça.
A prevenção, afirma, é decisiva. Acompanhamentos regulares permitem identificar precocemente riscos de osteoporose, sarcopenia e doenças cardiovasculares, comuns após a queda hormonal. “O tratamento iniciado antes mesmo do diagnóstico da menopausa já pode melhorar muito a saúde óssea, cardiovascular e cognitiva. É sobre viver essa fase com qualidade”, acrescenta.
Entre mitos e escolhas informadas
Apesar do avanço das pesquisas, a reposição hormonal ainda enfrenta resistências. “Existe uma guerra do hormônio. Muitas pacientes chegam assustadas, porque ouviram que a reposição causa câncer ou faz mal. Hoje temos estudos sólidos que mostram o contrário: quando bem indicada, ela é uma grande aliada. Mas precisa ser individualizada e aceita pela paciente. Não pode ser imposta”, esclarece.
Para mulheres com contraindicações, Maria Luiza destaca alternativas. A ginecologia regenerativa, por exemplo, oferece opções como laser, ultrassom microfocado e radiofrequência, que estimulam a produção de colágeno na região íntima, devolvendo conforto e funcionalidade. “Esses métodos são fundamentais para pacientes que não podem usar hormônios, como as que tiveram câncer. Elas voltam a ter vida sexual ativa e qualidade de vida”, explica.
Entre os recursos disponíveis, o ultrassom microfocado é um dos que mais despertam o interesse. “Ele tem uma profundidade maior do que o laser tradicional e auxilia não só na produção de colágeno, mas também na melhora da incontinência urinária e da frouxidão. Já está em uso na prática clínica, mas ainda precisamos de mais estudos. Acredito que seja um grande futuro para a área regenerativa”, detalha.
Além dos sintomas físicos, muitas pacientes procuram a ginecologia regenerativa por questões estéticas. Algumas relatam vergonha da própria região íntima, o que compromete a vida sexual e a autoestima. “Com técnicas regenerativas, conseguimos restaurar a estrutura e devolver confiança”, observa.
Para Maria Luiza, esse cuidado precisa ser encarado como parte da saúde global. “Assim como cuidamos do rosto e do corpo, a região íntima também merece atenção. É saúde e bem-estar, não apenas estética”, resume.
Parte da terapêutica
Seja na orientação sobre reposição hormonal ou em tratamentos regenerativos, Maria Luiza reforça que o ponto de partida é sempre a escuta. “Aprendi a deixar a paciente falar. A anamnese envolve técnica – e também acolhimento. Muitas vezes, só depois de ouvir e compartilhar experiências é que ela se abre para tratar questões íntimas”, diz.
Esse olhar humanizado também se expressa no incentivo ao autoconhecimento. “A maior prevenção é conhecer o próprio corpo. Muitas mulheres cuidam dos outros, mas não olham para si. O autoconhecimento salva, porque ajuda a identificar mudanças e buscar ajuda no tempo certo”, defende.
Outro ponto da atuação da médica é a medicina integrativa, que une acompanhamento ginecológico e cuidados metabólicos. Muitas pacientes chegam em busca de emagrecimento e acabam se tornando também pacientes ginecológicas. “O emagrecimento ainda é o que mais atrai, mas quando fazemos uma avaliação global, muitas vezes encontramos alterações hormonais e metabólicas que explicam por que elas não conseguem perder peso. A partir daí, passamos a cuidar da mulher como um todo”, relata.
Suplementação, correção de deficiências vitamínicas e estratégias para reduzir inflamações estão entre os caminhos usados para devolver energia e disposição. “A mulher não é só um exame hormonal. Às vezes, é uma vitamina D baixa, uma B12 em déficit, um cortisol elevado. Tudo isso gera sintomas que precisam ser olhados em conjunto”, completa.
Planos futuros
Aos 42 anos, Maria Luiza segue investindo na formação acadêmica e em novas pesquisas. “Quero crescer nessa área, contribuir com estudos e aprimorar os protocolos. Mas, acima de tudo, quero que minhas pacientes se sintam escutadas e cuidadas”, resume.
Ao pensar no futuro, ela aposta no fortalecimento da ginecologia regenerativa como campo de pesquisa e prática clínica. “O mestrado me ensinou a estudar sempre, a me atualizar todos os dias. Mas o que mais me realiza é o retorno das pacientes, o reconhecimento humano e a melhora na qualidade de vida”, afirma.
Segundo a médica, o autoconhecimento da mulher é essencial. “Seja para o diagnóstico, para procurar ajuda e para recuperar a autoestima. Quando ela se escuta e se cuida, tudo ao redor ganha mais brilho.”
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