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Celebridade

Especialista faz alerta sob transtorno alimentar de Alexandre Nero: ‘Perda de Controle’

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Em entrevista à CARAS Brasil, o psiquiatra Dr. José Fernandes Vilas alertou sobre os principais impactos da compulsão alimentar na saúde mental de Alexandre Nero

O remake da novela clássica Vale Tudo tem levantado inúmeros debates entre o público online, entre as novas reviravoltas da trama e a grande atuação de nomes como Humberto Carrão e Bella Campos em frente às câmeras, nos bastidores um dos grandes nomes do elenco tem enfrentado uma batalha silenciosa.

No final de 2023, em entrevista ao Gshow, Alexandre Nero, ator que dá vida ao personagem Marco Antônio, abriu o jogo sobre sua batalha contra a compulsão alimentar e revelou detalhes pessoais sobre a relação que mantém com o próprio corpo.

“Sou um ex-gordinho e vivi essa pressão estética a vida inteira. Minha vida foi norteada por isso. E é até hoje. Trabalho isso na análise o tempo inteiro. Mas, hoje, não me afeta tanto quanto quando eu era mais jovem”, relatou Alexandre Nero.

Em entrevista à CARAS Brasil, o psiquiatra Dr. José Fernandes Vilas explicou o que é a compulsão alimentar e alertou sobre os principais impactos que este transtorno na saúde mental e na rotina diária do ator.

“A compulsão alimentar é marcada por episódios em que a pessoa consome grandes quantidades de comida em pouco tempo, acompanhados da sensação de perda de controle. Não é apenas ‘comer muito’: é comer sem conseguir parar, mesmo sem fome, seguido por sentimentos de culpa, vergonha e sofrimento emocional”, explica o especialista.

Segundo o psiquiatra, comer além da conta em festas ou situações sociais é algo comum, mas o transtorno é caracterizado pela repetição dos episódios, a incapacidade de interromper a ingestão e pelo impacto negativo na autoestima, nas relações e na saúde, sendo a diferença maior diferença na frequência, no sofrimento emocional e na perda de controle.

“Quando a comida deixa de ser prazer e passa a ser um peso emocional, é hora de procurar ajuda”, afirmou. O Dr. José explica que a compulsão geralmente está ligada a culpa, baixa autoestima, ansiedade e até depressão. “A pessoa entra em um ciclo: come em excesso para aliviar tensões, depois sente culpa e vergonha, o que aumenta ainda mais o sofrimento e pode levar a novos episódios”.

Em casos como o do ator Alexandre Nero, bullying e pressão estética podem deixar marcas emocionais profundas: “Comentários sobre peso ou aparência muitas vezes internalizam a ideia de que “não se é suficiente”, favorecendo uma relação de culpa com a comida. Essas experiências podem se transformar em gatilhos para compulsão na vida adulta”, esclarece o psiquiatra.

O especialista também explica que é comum que pessoas com histórico de sobrepeso tenham uma relação conflituosa com a comida por crescerem ouvindo críticas ou passando por dietas restritivas. Cada refeição se torna um teste moral e a consequência é culpa e vergonha constantes, o que aumenta o risco de compulsão.

Alexandre também compartilhou que não guarda doces em casa e começou uma rotina constante de exercícios físicos, além do acompanhamento terapêutico para tratar a compulsão: “Trabalho isso na análise o tempo inteiro. Mas, hoje, não me afeta tanto quanto quando eu era mais jovem”, revelou.

Para José, a estratégia utilizada pelo ator de não manter doces em casa pode ajudar com os gatilhos, mas não resolve a raíz do problema: “O tratamento mais eficaz é multidisciplinar: psicoterapia, acompanhamento médico, nutricional e, em alguns casos, uso de medicação”, explicou. “A terapia analítica ajuda o paciente a compreender suas emoções, ressignificar traumas e lidar melhor com a relação comida–corpo–autoestima. É fundamental tratar as raízes emocionais, não apenas os sintomas”.

Na época com 53 anos, o ator revelou que não vê o envelhecimento como algo ruim esteticamente e que a idade não afetou seu transtorno: “Esteticamente, não sinto. Sinto que estou envelhecendo porque as coisas começam a envelhecer. Não consigo mais me recuperar da ressaca. Não consigo brincar tanto tempo com os meus filhos, então sinto que estou envelhecendo. Essa é talvez a tristeza do envelhecer, mas esteticamente acho que estou envelhecendo bem”, resumiu o ator.

Ainda segundo o especialista, é importante ampliar a discussão sobre a compulsão alimentar para todas as idades e incentivar a alimentação intuitiva, valorizando o corpo funcional, e não apenas estético, e criar espaços de diálogo em empresas, comunidades e famílias.

“A aceitação corporal deve ser entendida como um processo de saúde integral, não restrito à juventude”, concluiu o psiquiatra.

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