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Davi Brito em A Fazenda? Especialista alerta riscos para ex-BBB: ‘Desestrutura’

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Davi Brito pode estar em A Fazenda; em conversa com a CARAS Brasil, Fabiana Guntovitch avaliou e alertou o campeão do BBB sobre novo confinamento

A Fazenda estreia daqui a algumas semanas – mais precisamente em 15 de setembro. Davi Brito é um dos nomes mais rumorados para integrar o elenco de peões do reality da Record TV. Com uma passagem inesquecível no BBB24 e consagrado campeão da edição, um novo confinamento pode trazer alguns riscos a ele. Em conversa com a CARAS Brasil, a psicóloga Fabiana Guntovitch alertou e explicou os efeitos do confinamento.

Reality Show e a hiperexposição

Antes de tudo, Fabiana explicou como nasceu o formato de realities que se tornou um sucesso mundialmente: inspirados na obra 1984, de George Orwell, a figura do “Big Brother” nasce como um olhar vigilante e controlador. Traduzindo para a televisão, isso seria uma representação para as câmeras e as filmagens 24 horas. No caso de Davi, seria um segundo confinamento em questão de quase dois anos. A psicóloga alerta: “Participar de um reality já é uma experiência extremamente intensa, mas um segundo confinamento em tão pouco tempo pode potencializar os riscos. O participante revive o isolamento, a pressão do jogo e a hiperexposição em rede nacional. Isso pode gerar ansiedade, crises de autoestima e uma dificuldade em separar quem ele é, de fato, de quem ele precisa ‘ser’ para sobreviver ali dentro. Além disso, quando sai, ele enfrenta o impacto do julgamento externo do qual ele não necessariamente tinha ciência enquanto estava na casa, o que pode ser cruel, idealizador ou até ‘cancelador’. Essa montanha-russa psíquica deixa marcas e exige muito preparo para ser atravessada sem maiores prejuízos emocionais.”

Os efeitos negativos

O que aconteceria se a sua privacidade fosse exposta por meio de câmeras? Este é o maior ponto de programas do gênero. Nem sempre podemos colocar um rótulo no humano que está sendo hiperexposto, ou seja, aquela versão nem sempre corresponderá ao indivíduo em condições normais. Sobre isto, Guntovitch pontua: O confinamento desestrutura porque retira a pessoa de seus vínculos, rotinas e referências da realidade. A hipervigilância, no início, faz com que o participante tente manter uma imagem estratégica, mas isso é insustentável: após dias e semanas, poucas pessoas conseguiriam manter 100% de autocontrole. É quando surgem aspectos mais espontâneos e que às vezes nem o próprio participante reconhecia em si mesmo.”

Outro fato que é importante é mais técnico: cortes, edições e mais, sempre buscam a melhor parte daquela narrativa que vem sendo construída. Fabiana explica: “Isto não corresponde à totalidade do indivíduo. E, do lado de fora, existe ainda a cultura do julgamento: o público projeta seus próprios valores, frustrações e idealizações nos participantes, condenando uns, aplaudindo outros. É um fenômeno coletivo de projeção e crítica, que normaliza o julgar, como se a vida de alguém pudesse ser reduzida a um recorte que muitas vezes atende mais às narrativas que engajam a audiência do que de ser meramente um relato da rotina da casa.”

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