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A fala de Luca Guadagnino sobre Woody Allen que causou polêmica em Veneza

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O Festival de Cinema de Veneza está apenas em seus primeiros dias e já teve sua primeira grande polêmica. Nesta sexta-feira, 29 de agosto, durante a coletiva de imprensa de Depois da Caçada, novo longa de Luca Guadagnino (Queer), o diretor falou sobre a inspiração no estilo clássico de Woody Allen (Hannah e Suas Irmãs) para os créditos iniciais — mesmo em uma trama diretamente ligada ao movimento #MeToo.

A escolha, naturalmente, gerou polêmica. Afinal, Allen continua sendo alvo de acusações de abuso sexual por parte de sua filha adotiva, Dylan Farrow, e sua obra tem sido cada vez mais questionada pelo público contemporâneo. Ainda assim, Guadagnino não recuou em sua justificativa ao ser perguntado sobre a escolha.

O lado grosseiro da resposta seria: ‘por que não?’”, disse o cineasta. “Há um cânone com o qual cresci. Quando comecei a pensar neste filme com meus colaboradores, não conseguimos parar de lembrar dessas obras de Woody Allen entre 1985 e 1991. Existe uma infraestrutura na narrativa que dialoga com aquele grande corpo de trabalho.

Ele ainda foi além ao refletir sobre a relação entre o artista e suas acusações:

“É um gesto interessante de pensar em um artista que, de certa forma, tem enfrentado problemas sobre seu ser, e qual é a nossa responsabilidade ao olhar para alguém que amamos, como Woody Allen.

No fim, Guadagnino resumiu sua decisão de forma seca: “E, aliás, essa fonte já virou um clássico. Vai além de Woody.

Do que se trata o novo filme?

Depois da Caçada acompanha Julia Roberts (Uma Linda Mulher) como uma renomada professora universitária que vê sua carreira e vida pessoal ameaçadas quando sua pupila (Ayo Edebiri, O Urso) acusa um colega e amigo (Andrew Garfield, Todo Tempo Que Temos) de conduta imprópria. Enquanto lida com o caso, um segredo de seu próprio passado ameaça vir à tona.

Segundo Guadagnino, a proposta do longa é explorar os choques entre diferentes versões da verdade: “O filme olha para as pessoas em suas verdades. Não é que uma verdade seja mais importante que a outra, mas sim como vemos o choque entre elas e quais são os limites que podem coexistir.

O filme ainda não tem data de estreia definida para os cinemas brasileiros, mas será o filme de abertura do Festival do Rio deste ano, que acontece entre os dias 2 e 12 de outubro.

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