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Moradores de SP vão sofrer com mudança na água todas as noites: entenda o motivo

Desde a última quarta-feira (27), a região metropolitana de São Paulo passou a experimentar uma modificação relevante em seu fornecimento de água.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) anunciou que a pressão da água será reduzida, visando enfrentar a seca persistente e o baixo nível dos reservatórios, especialmente durante as madrugadas, entre 21h e 5h.
Crise de abastecimento
A decisão de ativar essa estratégia partiu de uma orientação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), visando minimizar vazamentos e desperdícios.
O Sistema Cantareira, vital para a região, opera atualmente com 35,7% de sua capacidade, um nível considerado preocupante e indicativo de necessidade de ação preventiva.
As chuvas em agosto ficaram bem abaixo do esperado, acumulando apenas 8% da média histórica para o mês. Esse cenário agrava a situação dos reservatórios e reforça a necessidade de conscientização sobre o uso da água.
Impactos no abastecimento
Diversas residências podem enfrentar dificuldades adicionais, especialmente em áreas altas e periféricas. No entanto, imóveis com caixa-d’água têm menos risco de ficarem sem abastecimento.
As autoridades incentivam a população a adotar práticas de economia, como consertar vazamentos e usar eletrodomésticos de forma eficiente.
Além de ajustar a pressão, o governo de São Paulo deu início a uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da gestão inteligente dos recursos hídricos, destacando medidas que incluem consertos de vazamentos e uso eficiente de chuveiros e máquinas de lavar.
Estratégias para enfrentar a crise
A duração exata das restrições ainda não foi determinada oficialmente, mas a expectativa é que dure até que as chuvas de outubro a março contribuam para normalizar os níveis dos reservatórios.
Até então, a Sabesp tem investido em obras de infraestrutura, como o Sistema São Lourenço, para melhorar a capacidade de abastecimento.
A Sabesp e o governo estadual continuam monitorando a situação hídrica de perto e planejam responder com ações adicionais se necessário. A cooperação entre autoridades e cidadãos é crucial para mitigar os impactos de uma potencial falta d’água na região.