Celebridade
‘É a única forma definitiva’

Em entrevista à CARAS Brasil, oncologista analisa susto de Vera Viel após exame e explica importância da biópsia no caso
A apresentadora Vera Viel, esposa de Rodrigo Faro, contou nas redes sociais que, meses após a retirada de um tumor raro na perna, ela passou por novos exames de acompanhamento e revelou que precisou realizar uma biópsia, já que o PET Scan levantou suspeita de recidiva. Apesar do susto, Vera recebeu a notícia de que não houve retorno do câncer e celebrou o alívio com mensagens de fé e gratidão.
Para esclarecer as dúvidas sobre esse tipo de situação, a CARAS Brasil ouviu o oncologista Elge Werneck, que explicou como funcionam os exames e a importância da biópsia.
Diferença entre PET Scan e biópsia no diagnóstico de câncer
Vera relatou que o PET Scan apontou alterações suspeitas, mas a biópsia descartou a recidiva. Questionado sobre essa diferença na prática médica, o oncologista destacou que, embora eficiente, o exame não é totalmente conclusivo.
“O PET-Scan é um exame excelente para a avaliação funcional de grande parte dos tumores, mas assim como todos os exames, não é 100% confiável”, afirma o especialista.
Segundo ele, existem situações em que alterações não relacionadas ao câncer podem confundir o resultado.
“Existem situações onde alguns processos não tumorais, como inflamações ou infecções, podem sugerir a presença do câncer. Essa confirmação geralmente depende de uma análise clínica bastante detalhada daquele caso e, habitualmente, a confirmação deve ser feita por uma biópsia. São, portanto, ferramentas que se somam, oferecendo juntas praticamente a certeza de um diagnóstico correto”, explica.
Quando a biópsia é necessária para confirmar suspeita de câncer?
No caso de Vera Viel, a decisão dos médicos foi realizar uma nova biópsia após o PET Scan indicar alterações. O especialista reforça que esse passo é fundamental em situações de dúvida.
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“Essa é uma questão completamente individualizada e, no caso em questão, apenas seus médicos podem responder. Mas normalmente a análise clínica junta-se aos achados radiológicos, como do PET, para confirmar ou descartar um possível diagnóstico”, diz Werneck.
O oncologista acrescenta que, em muitos casos, a biópsia é indispensável: “Em situações onde há dúvida ou discordância dos dados clínicos com dados complementares, a biópsia deve ser realizada. Reforço ainda que nesses casos de sarcoma, a análise histopatológica a partir de uma biópsia é a única forma definitiva de um diagnóstico preciso”.