Celebridade
Carol Ribeiro fala sobre convivência com diagnóstico de esclerose múltipla

Modelo e empresária Carol Ribeiro detalha diagnóstico, tratamento e mudanças na rotina após um ano e meio da descoberta da doença: “É um baque”
Nos bastidores da moda, Carol Ribeiro construiu uma carreira sólida, desfilando para algumas das maiores grifes do mundo e cobrindo o tapete vermelho do Oscar. Mas, em abril do ano passado, a modelo e empresária precisou lidar com o diagnóstico de esclerose múltipla, um desafio que mudou completamente sua relação com o corpo e com a vida.
Aos 45 anos, Carol passou por dois anos de sintomas confusos e recorrentes, como visão turva, dificuldades para controlar os movimentos do braço esquerdo, fadiga extrema e calorões. A doença, crônica e que afeta o sistema nervoso central, chegou a ser confundida com menopausa precoce e síndrome do pânico antes da confirmação do quadro.
Em entrevista ao O Globo, Carol detalhou: “Algumas coisas acontecem para te acordar e dar um recado, que é: observe-se mais, escute seu corpo. A vida não é só trabalho”. Segundo ela, ao receber a notícia, as primeiras perguntas vieram à tona foram: “Terei menos tempo de vida?” e “Vou morrer?”.
Após o diagnóstico, a top model iniciou o uso de imunomoduladores, medicação injetável aplicada a cada seis meses para frear o avanço da esclerose múltipla. Ela também passou a cuidar melhor da saúde, incorporando exercícios físicos à rotina, eliminando alimentos industrializados e, pela primeira vez, procurando terapia.
“Sou a louca do estudo, de querer entender tudo, e sempre fui mais objetiva. A realidade é essa? Ok, vamos trabalhar com o que temos para não sofrer depois. Mas quando você ouve esclerose múltipla, é um baque”, afirmou. Segundo ela, a terapia mudou sua percepção de vida. “A gente precisa se permitir ser vulnerável e mais positiva.”
Convivendo com a doença
Um ano e meio após o diagnóstico, a modelo afirma estar bem e adaptada à nova realidade. Em junho, tomou a terceira dose do imunomodulador e relata que não sofreu sequelas significativas. “É uma adaptação. A esclerose múltipla tem muitos sintomas, e eu tive um pouco de todos, mas não deixaram sequelas”, explicou.
Com o apoio do marido, Paulo Lourenço, e do filho, João, Carol segue administrando os cuidados com a saúde sem abrir mão da carreira. Para ela, o diagnóstico se transformou em um chamado para olhar mais para si mesma e valorizar o equilíbrio entre corpo e mente.
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