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5 atrações menos conhecidas de rock e até blues para se ligar no Lollapalooza 2026

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Como em outros anos, o lineup do Lollapalooza Brasil 2026 trouxe uma série de atrações curiosas em meio às principais. Há, claro, nomes populares do porte de Sabrina Carpenter, Tyler the Creator, Deftones e Lorde, bem como artistas e bandas em franca ascensão, a exemplo de Chappell Roan, Turnstile, Doechii, Lola Young e FBC. Mas não parou por aí.

Especificamente dentro do rock e seus subgêneros, a organização do evento caprichou desta vez com algumas escolhas em fuga do padrão indie, que normalmente norteia a curadoria. A lista a seguir destaca 5 atrações menos conhecidas que se encaixam nesse padrão.

Confira!

5 atrações menos conhecidas de rock e até blues no Lollapalooza 2026

The Warning

Mais um rolê aleatório para as jovens irmãs mexicanas Daniela (voz e guitarra), Paulina (bateria) e Alejandra Villarreal Vélez (baixo). Após ter estreado no Brasil abrindo para os ícones do pop punk Offspring, em março, The Warning retorna agora como parte de um festival de caráter alternativo.

Seu som não se enquadra em nenhuma dessas possibilidades, mas tem potencial para cativar. Com quatro álbuns lançados, o trio aposta em um hard rock moderno e acessível. Não dá para negar a forte influência do Muse, em especial na construção dos riffs e uso dos efeitos.

The Warning em 2024 (E-D): Daniela, Paulina e Alejandra Villarreal Vélez
The Warning em 2024 (E-D): Daniela, Paulina e Alejandra Villarreal Vélez – Foto: Gareth Cattermole / MTV EMA / Getty Images for Paramount

Seu disco mais recente, Keep Me Fed (2024), foi o primeiro a entrar nas paradas americanas (em 39º lugar). Acumulam 1 milhão de seguidores no Instagram e número ligeiramente maior de ouvintes mensais no Spotify. Excelente momento. Só falta converter isso em atenção global, visto que, fã-clube dedicado à parte, elas são gigantes apenas em seu país natal — e a entrada no Lollapalooza Brasil pode ajudar a consolidá-las por aqui.

+++ Entrevista: The Warning fala à RS sobre shows no Brasil, crescimento e orgulho latino

Hurricanes

Uma das críticas mais lidas da cobertura do festival Best of Blues and Rock 2025 trazia o Hurricanes como personagem principal. O grupo formado no Rio Grande do Sul, mas radicado em São Paulo teve sua apresentação destacada na Rolling Stone Brasil como o título: “A banda brasileira aplaudida antes até de músicas acabarem no Best of Blues and Rock”. E conseguiram a façanha narrada no texto mesmo de um público diminuto.

Hurricanes
Hurricanes – Foto: Jorge Augusto Miguel

O cenário a ser encontrado no Lollapalooza não deve ser diferente: pela posição no cartaz, o Hurricanes deve abrir algum dos três dias de evento. O que muda é o ambiente, visto que é um festival de caráter mais alternativo, contrastando com sua sonoridade rock retrô e altamente influenciada por Led Zeppelin, Bad Company e Black Crowes.

Mas sempre dá certo no fim das contas se o som é legal — e isso o quarteto composto por Rodrigo Cezimbra (voz), Leo Mayer (guitarra), Henrique Cezarino (baixo) e Guilherme Moraes (bateria) consegue oferecer, com repertório baseado em seu disco de estreia homônimo e a sequência Back to the Basement (2024).

Leo Mayer, guitarrista do Hurricanes
Leo Mayer, guitarrista do Hurricanes – Foto: Ellen Artie @ellenartie

Antes de se apresentar no Lolla, o Hurricanes faz show no evento Rolling Stone Sessions, a ser realizado no charmoso Blue Note São Paulo, dia 21 de outubro. Ingressos seguem à venda no site Eventim. Nem é preciso dizer que recomendamos, né?

+++ Entrevista: Conheça Hurricanes, banda cujo rock te levará para o passado

Worst

No que diz respeito a atração nacional, talvez uma das maiores surpresas do Lollapalooza em anos recentes. A banda paulistana Worst pratica um hardcore punk na pegada nova-iorquina, com doses cavalares de peso e agressividade que em certos momentos resvalam no metal extremo. Pouco a ver com o festival — o que é ótimo.

Em atividade desde 2011, estiveram em um hiato entre 2019 e 2022. Hoje contam com seis álbuns lançados — o mais recente, Flesh, saiu em julho.

Thiago Monstrinho (voz), César Covero (guitarra), Adriano Vilela (baixo) e Bruno Santin (bateria) compõem o grupo, com destaque ao último, que trabalhou por anos como drum tech de Eloy Casagrande no Sepultura e passou brevemente pelo Project46. Mais recentemente, o quarteto excursionou pela Europa, com visitas elogiadas a Portugal e Tchéquia.

Artur Menezes

Nascido em Fortaleza e radicado nos Estados Unidos, Artur Menezes é um dos grandes nomes do blues rock contemporâneo. Alguns de seus feitos expressivos incluem abrir para a lenda Buddy Guy, gravar com Joe Bonamassa (talvez a maior referência do gênero na atualidade), tocar com Zakk Wylde e Eric Johnson na turnê Experience Hendrix e receber elogios públicos de Myles Kennedy (vocalista do Alter Bridge e da banda solo de Slash). Faz visitas recorrentes ao Brasil para shows — como no Best of Blues and Rock 2023 e na última edição do Rio das Ostras Jazz e Blues Festival 2025 —, mas obviamente sem a mesma frequência com que se apresenta em território americano.

É até estranho que Artur esteja posicionado na penúltima linha do cartaz, mesmo por se tratar de um festival alternativo, tendo em vista a relevância de seu trabalho dentro do segmento blues rock. Um de seus álbuns, Fading Away (2020), está entre os melhores lançados no gênero nos últimos anos. Condições oferecidas à parte, não deixa de ser uma boa oportunidade para que Artur mostre para um público diferente do habitual seu som que é totalmente bluesy, mas agrega referências externas que incluem rock clássico, soul e até baião.

Papangu

Papangu é rock, mas mistura tanta coisa que, dessa lista, talvez seja a banda que melhor se enquadre na proposta do Lolla. O ainda modesto catálogo de dois álbuns do grupo formado na Paraíba funde rock progressivo com estilos brasileiros, especialmente oriundos do Nordeste, e outros subgêneros do rock e metal. Vai do maracatu ao metal com naturalidade, como se percebe especialmente no disco mais recente, o elogiado Lampião Rei (2024).

A aclamação tem sido tamanha que o sexteto passou a ocupar palcos não apenas maiores, como o do Knotfest Brasil 2024, como também mais distantes: estão neste momento em sua primeira turnê internacional, pela Europa. Curioso para saber a reação dos gringos ao uso de flauta, triângulo e até galinha de borracha por parte da banda. Não há motivos para desagradar, seja no exterior, seja no Lollapalooza.

*O Lollapalooza Brasil 2026 acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de março.

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