Celebridade
‘Meus filhos são meu filtro criativo’

Em entrevista exclusiva à CARAS Brasil, Júlio Rocha fala sobre como a paternidade se tornou fundamental em sua vida: ‘Legado não é o que você deixa, é quem você deixa’
O ator Júlio Rocha (45) é um paizão e já está na contagem regressiva para celebrar o Dia dos Pais no próximos final de semana. Em entrevista exclusiva na CARAS Brasil, ele comentou como a paternidade afetou sua vida com a chegada dos três filhos, José (6), Eduardo (5) e Sarah (2), frutos de seu casamento com Karoline Kleine.
Ele afirmou que está uma fase “intensa”, mas que, apesar de tudo, sente que precisa dar o melhor de si aos seus filhos. “Intensa é a palavra. Mas não é por causa deles, é porque eu sou assim mesmo. Eu vivo cada projeto como se fosse o último: minha agência, minha produtora, os palcos, as câmeras… mas nada se compara à missão que começou quando eu tô em casa. Meus filhos são meu filtro criativo, meu termômetro emocional e meu lembrete diário: se o sucesso não cabe dentro do lar, ele não serve pra nada”, afirmou Júlio.
O artista também declarou que seu pai é uma inspiração no assunto paternidade e na relação com os filhos. “O pai que eu tento ser hoje, é o pai que eu tive. Na minha infância, não existia ‘preciso resolver uma última coisa’, meu pai já tava comigo. Ele estava comigo sempre em todas atividades. E hoje eu sou igual. Se tiver que escolher entre o trabalho, um dinheirinho a mais ou filhos, eu vou estar com os meus filhos brincando com certeza”, disse ele.
Além disso, o ator destacou que entende que dá para ser um pai leve, mas também existe o lado responsável. “A paternidade, pra mim, é tipo um espelho retrovisor: você dirige para frente, mas precisa lembrar de onde veio. O que dá sentido à vida é a responsabilidade. E ser pai é assumir a responsabilidade de formar alguém que vai habitar o mundo depois que você se for”, completou o artista.
Com três crianças em casa, ele vê a individualidade de cada um ao acompanhá-los crescendo. “Cada filho é um idioma. E amar é aprender a falar fluentemente o idioma do outro. Às vezes o mais velho precisa de silêncio, o do meio quer bagunça, e a pequena só quer você parado olhando ela dançar. Ser pai é isso: sair de si e entrar no mundo deles… com crachazinho de jovem aprendiz”, respondeu o artista.
Ao ser questionado sobre seus aprendizados com suas vivências com os pequenos, Julio Rocha disse que reaprendeu a valorizar a simplicidade da vida e aproveitar mais seus dias no presente. “A gente, com o tempo, vai ficando calculista. Vai perdendo o tesão pela simplicidade. E eles me mostram que amar a vida não é ter tudo, é se encantar com o básico”, respondeu ele. “Felicidade não mora no ‘extra’. Mora no ‘presente’. E presença, hoje, é o único presente que vale mais do que custa”, afirmou.
Por fim, ele definiu o que espera da criação que está dando para seus filhos. “Se eles souberem ser luz no escuro de alguém… Se forem abrigo em tempos de caos… Então, cumpri minha missão. […] Legado não é o que você deixa. É quem você deixa”, finalizou.
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