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Fiocruz vai produzir versões de Ozempic e Saxenda e abre caminho para canetas emagrecedoras no SUS

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A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), fechou uma parceria inédita com a farmacêutica EMS para produzir medicamentos injetáveis à base de semaglutida e liraglutida, princípios ativos de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Saxenda. O acordo marca um passo importante para a produção nacional das chamadas canetas emagrecedoras, com potencial de incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Tecnologia será transferida para Farmanguinhos

A parceria prevê a transferência de tecnologia para a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final. Enquanto essa tecnologia é implementada no Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, a fabricação inicial será realizada na unidade da EMS em Hortolândia (SP).

A iniciativa é parte da estratégia da Fiocruz para se preparar para a produção de medicamentos injetáveis e fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil.

Ozempic de fabricação nacional pode reduzir os custos para o paciente
Ozempic de fabricação nacional pode reduzir os custos para o paciente – Carolina Rudah/istock

Canetas emagrecedoras no SUS: incorporação em análise

Durante o Fórum Saúde, realizado em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que, caso os medicamentos apresentem bom custo-benefício, poderão ser incorporados ao SUS. A produção em uma instituição pública favorece custos reduzidos e pode acelerar esse processo.

Antes da inclusão, os fármacos precisam passar pela avaliação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS). A Anvisa também anunciou que lançará um chamado público para que outras empresas interessem-se em registrar medicamentos semelhantes, promovendo concorrência e produção nacional.

Por que semaglutida e liraglutida são tão procuradas

Tanto a liraglutida (Saxenda e Victoza) quanto a semaglutida (Ozempic e Wegovy) fazem parte da classe de medicamentos chamados de análogos de GLP-1. Essas substâncias simulam a ação do hormônio GLP-1, que regula a produção de insulina, o esvaziamento gástrico e a saciedade.

Enquanto a liraglutida mostrou redução de peso de cerca de 8% em 56 semanas, a semaglutida trouxe resultados ainda mais impressionantes: perda de até 17,4% em 68 semanas, com apenas uma aplicação semanal — um avanço importante em comparação à aplicação diária da liraglutida.

A produção nacional de medicamentos como Ozempic e Saxenda representa não apenas maior acesso para a população brasileira, mas também um potencial de redução de custos para o governo, o que facilita sua distribuição gratuita no SUS em caso de aprovação.



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