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Polícia Federal aponta que organização criminosa atuava em três núcleos dentro da Abin – Notícias

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Polícia Federal aponta que organização criminosa atuava em três núcleos dentro da Abin – Notícias

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A Polícia Federal (PF) apontou a atuação de 3 núcleos de espionagem ilegal na Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Segundo a PF os investigados criaram uma estrutura paralela dentro da agência. De acordo com a investigação, o grupo utilizou ferramentas e serviços da agência de inteligência do Estado para ações ilícitas, produzindo informações para uso político e midiático, para a obtenção de proveitos pessoais e até mesmo para interferir em investigações da Polícia Federal.



Foram identificados os seguintes núcleos de atuação:


1. Cúpula: formado por delegados federais cedidos para Abin exercendo funções de Direção e utilizaram o sistema First Mile “para monitoramento de alvos e autoridades públicas, bem como serviço de contrainteligência e criação de relatórios apócrifos que seriam divulgados com o fim de criar narrativas falsas”. Neste grupo são apontados como integrantes pela PF Integrantes: o deputado Alexandre Ramagem, que à época era diretor-geral da Abin, e o delegado da PF Carlos Afonso Gonçalves, ex-Diretor do Departamento de Inteligência Estratégica. 


1.2 Subordinados: policiais federais cedidos à Abin que serviam de “staff” para a alta gestão, cumprindo as determinações, monitorando alvos e produzindo relatórios. Neste núcleo foram apontados policiais federais e outros servidores públicos.


2. Evento-Portaria 157: responsáveis pelas diligências que resultaram na tentativa de vinculação de parlamentares e Ministros do Supremo Tribunal Federal a organização criminosa. Segundo a PF, foram identificadas anotações cujo conteúdo remete à tentativa de associação de deputados Federais e  Ministros do STF, à organização criminosa conhecida como PCC (Primeiro Comando da Capital).


3. Tratamento-Log: responsável pelo tratamento dos LOGS disponíveis desde do início da investigação.


Buscas nesta quinta-feira




A operação da Polícia Federal desta quinta-feira fez buscas em endereços no Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro, entre eles o gabinete do deputado federal Alexandre Ramagem. A RECORD e o R7 procuraram a assessoria de Ramagem, que disse que não se posicionaria no momento.


A PF também suspendeu sete policiais federais do exercício das funções públicas. As ações desta quinta-feira (25) fazem parte das investigações da Operação Última Milha, deflagrada em outubro de 2023.


Os mandados de busca e apreensão são cumpridos nas seguintes cidades:


– Brasília (DF)  – 18 mandados;

– Juiz de Fora (MG) – 1 mandado;

– São João Del Rei (MG) – 1 mandado;

– Rio de Janeiro (RJ) – 1 mandado.


Caso os crimes sejam comprovados, os suspeitos podem responder por invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.


Operação Última Milha




Em 2023, a PF descobriu indícios do uso de mais ferramentas de espionagem ilegal por servidores da Abin — entre elas um programa de invasão de computadores que permitia acesso a todo o conteúdo privado dos alvos. Os softwares foram encontrados nos equipamentos apreendidos durante as buscas. As informações foram repassadas à RECORD por uma fonte da corporação.


A suspeita é que os investigados usavam “técnicas que só são permitidas mediante prévia autorização judicial”.


Em 20 de outubro do ano passado, a PF revelou que um sistema de geolocalização da Abin para dispositivos móveis, como celulares e tablets, teria sido usado em monitoramentos ilegais por servidores mais de 30 mil vezes em dois anos e meio. Entre os alvos da espionagem irregular estariam ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), jornalistas, políticos e adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


A PF também cumpriu 25 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, em Santa Catarina, no Paraná e em Goiás. Os agentes encontraram mais de US$ 171 mil em espécie na casa de um dos suspeitos, em Brasília. Além disso, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o afastamento de outros cinco funcionários da Abin.

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