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Cidades brasileiras perdem posições em ranking de competitividade global

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Cidades brasileiras perdem posições em ranking de competitividade global

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Cidades brasileiras estão se tornando menos competitivas, aponta um estudo da Kearney, uma consultoria global de gestão estratégica. De 2019 para cá, elas ficaram menos promissoras para atrair e reter investimentos, pessoas e ideias.

No último levantamento, referente ao primeiro semestre de 2023, a cidade brasileira mais bem colocada era São Paulo, na 46.ª posição entre 156 cidades analisadas. As outras no ranking são Rio de Janeiro (76.ª posição), Belo Horizonte (111.ª), Porto Alegre (115.ª). Salvador (124.ª) e Recife (131.ª). Todas perderam posições em relação ao ranking de 2019 (veja lista ao fim do texto).

O cenário também é ruim para o país em outro levantamento da consultoria, o Outlook Global, que mede o potencial das 156 cidades na atração e retenção de investimentos, capital humano e ideias, olhando para o futuro.

Nenhuma das cidades brasileiras está entre as cem primeiras. São Paulo é a mais bem posicionada, na 101.ª posição. Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife ocupam as posições de 132.ª a 136.ª.

Problemas são mais do Brasil do que das cidades

Segundo o country manager da Kearney no Brasil, Sachin Metha, os problemas podem ser atribuídos mais à situação brasileira do que a particularidades das cidades. “Há dificuldades em fazer negócios no país, a burocracia é grande e as reformas estão andando lentamente”, diz.

O executivo espera, para os próximos anos, avanços na área tributária, devido à reforma aprovada no Congresso no ano passado. Segundo ele, também é necessário reduzir a burocracia para se fazer negócios e a volatilidade da economia brasileira.

Mesmo diante dos problemas, as cidades listadas têm aspectos positivos, segundo a Kearney:

  • contam com incentivos à inovação e à tecnologia;
  • são grandes polos econômicos no país; e
  • tem iniciativas em desenvolvimento, públicas ou privadas.

Outro fator relevante e que favorece o país é o fator cultural: o brasileiro tem espírito inovador e está aberto às novidades, aponta Metha.

Um dos caminhos para as cidades brasileiras, segundo ele, é
o de se inspirar em benchmarks internacionais, como os do Oriente Médio, para
onde está havendo um grande fluxo de capitais.

“Não adianta tentar se inspirar em cidades como Nova York, Paris ou Londres, que já estão consolidadas como centros de atração de investimentos ou de capital humano”, diz.

Ele complementa afirmando que outras duas necessidades fundamentais no Brasil são a redução das barreiras e melhores condições de segurança. O problema é mais grave no Rio de Janeiro e em cidades do Nordeste.

Líderes, Nova York, Londres e Paris são ameaçadas por centros emergentes

A pesquisa da Kearney também mostra que as cidades líderes no mundo, como Nova York, Londres e Paris, enfrentam uma maior competição dos centros emergentes do mundo.

Segundo a consultoria, essa maior concorrência é resultado da revolução do trabalho remoto, da fragmentação do ambiente geopolítico mundial e da aceleração do uso de tecnologias como a inteligência artificial.

O estudo da Kearney aponta que as líderes não podem dar suas posições como garantidas para os próximos anos. “A hierarquia tradicional dessas cidades se tornará mais fluida no futuro, conforme oportunidades de crescimento e maior produtividade se distribuirão com as próximas ondas de inovação conduzida pela inteligência artificial”, ressalta a pesquisa.

As cidades líderes enfrentarão um ambiente global cada vez mais competitivo. A capacidade de oferecer propostas de valor será extremamente crucial para atrair pessoas e investimentos, destaca a consultoria.

Global Cities Index

O que indica: As cidades que, segundo a Kearney, atualmente são líderes na atração e retenção de investimentos, pessoas e ideias.

Ranking global

  • 1.ª Nova York (EUA)
  • 2.ª Londres (Reino Unido)
  • 3.ª Paris (França)
  • 4.ª Tóquio (Japão)
  • 5.ª Pequim (China)

Evolução da posição das cidades brasileiras

Cidade 2019 2023
São Paulo 33.ª 46.ª
Rio de Janeiro 57.ª 76.ª
Belo Horizonte 98.ª 111.ª
Porto Alegre 95.ª 115.ª
Salvador 108.ª 124.ª
Recife 112.ª 131.ª

Outlook Global

O que indica: As cidades que, no futuro, podem se tornar líderes na atração e retenção de investimentos, pessoas e ideias, conforme a Kearney.

Ranking global

  • 1.ª San Francisco (EUA)
  • 2.ª Copenhagen (Dinamarca)
  • 3.ª Londres (Reino Unido)
  • 4.ª Luxemburgo (Luxemburgo)
  • 5.ª Paris (França)

Evolução da posição das cidades brasileiras

Cidade 2019 2023
São Paulo 99 101
Salvador 116 132
Rio de Janeiro 97 133
Belo Horizonte 106 134
Porto Alegre 111 135
Recife 115 136

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